Ela passeava num vale escuro
sentia dor.
Como uma alma perdida fugia
Deixar-se-ia morrer?
Outrora com vida
Um ser belo e feliz
Voava cheia de alegria
Daquele momento não queria fugir
A sua alma voava
Em tempos remotos a sorrir
Hoje voa porque tem k voar
Sem alegria a declarar
É um passaro triste
Que voa sem tirar partido,
Partido da sua liberdade,
da sua raridade.
A sua alma cantava,
Como um rouxinol,
Entoava doces melodias,
belas,xeias de vida,
milagrosos canticos de encantar
que nos faziam suspirar
Agora parece um corvo,
Passaro sinistro,necrofego
ja nao cantas, morreste...
Algum dia voltara a cantar?
Sera que vai deste mundo fugir?
Deixar-se ir, nos abandonar?
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